O que você fez com a criança que já foi um dia?

O que você fez com a criança que já foi um dia?

Já parou para pensar onde está a criança que você foi um dia? Se olhar para o mais profundo do seu íntimo, ainda encontrará qual foi o seu encantamento com a vida?  

A criança nasce pura, não tem maldade nem sentimentos de ódio ou inveja, traz consigo o mais nobre dos sentimentos, o amor. Mesmo que ao crescer comece a se deparar com situações de conflito, ainda assim sonha, ama e consegue viver em harmonia. A infância é o primeiro contato que se tem com os sentimentos, por isso sofrem quando são repreendidas brutalmente ou incompreendidas; claro, estão aprendendo. 

Mas é o período em que se adquire os traumas para a vida, por excesso ou falta. O excesso pode ser de cuidado, de castigo, de proteção, de palavras que jamais deveriam ser dirigidas a uma criança. Nada disso é levado em conta pelos adultos, que já são deteriorados pelo tempo. Criança não pode e não deve ser tratada como adulto, nem em gestos e muito menos em palavras; machuca, sangra por dentro. E assim vai se perdendo lentamente a pureza, o olhar sem maldade de uma criança. A falta pode ser de amor, de presença, de carinho ou até de repreensão, na medida certa. Repreenda, mas dê carinho; proteja, mas mostre os erros também; seja firme, mas seja doce também. 

Feche os olhos, imagine que está no seu quarto de criança. Você chega como adulto que é hoje, abrace a criança que foi um dia. O que você diria, qual conselho pediria a ela(o)? Sim, é a criança que tem o mais valioso para ensinar, não é o adulto. E o que você diria a ela(o), pediria desculpas por quem se tornou ou agradeceria pelo mesmo motivo? Em qual momento você teria mudado tudo, não deixar que a vida te rasgasse e deixasse de ser quem você era? 

Lembre-se da sua infância, do que você gostava de fazer, com quem gostava de ficar. Tente resgatar o que está no seu íntimo, quem você é de verdade está lá ainda, guardado. Talvez hoje apenas seja quem as pessoas querem que seja, mas o seu Eu interior está aí, e só você pode resgatá-lo. Não tente se enganar, viva o que quer viver, do jeito que quer. Não se preocupe em excesso com os padrões que a vida nos impõe. Somos seres diferentes uns dos outros, é só olhar para trás e ver que cada um viveu de uma maneira. As alegrias e os traumas não são os mesmos. Vamos respeitar mais a nós mesmos, a partir do momento que você se respeita e se aceita, a vida fica mais fácil. Faça como a criança que você foi um dia, viva; não agrade a ninguém, agrade você. 

 

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