O Príncipe encantado caiu do cavalo

O Príncipe encantado caiu do cavalo

O dia que você nasceu o mundo já estava pronto, certo? Alguém te disse que poderia mudar as leis e regras estabelecidas ao longo da sua vida? Fazendo uma reflexão simples, chegamos à conclusão que já estava tudo pronto, como se tivéssemos um manual a seguir, sendo que se ousar a seguir diferente terá que enfrentar uma sociedade que vai te olhar torto, caso não siga as regras da vida.
 

Imagina só uma mulher que não sonha com o casamento de véu e grinalda, ou mais que isso, quer ser mãe, mas não quer casar. Trabalha, ganha bem, é independente, mas quer viver sozinha, ter liberdade, não sonha com o príncipe encantado. Como assim? Então vamos lá. Abordo esse assunto com total liberdade e respeito por opiniões alheias, mas fala sério, a vida é uma regra de fases, e ai de você não cumprir, te cobram como se fosse obrigado a ser exatamente aquele robô, que durante várias encarnações seguiu as regras como se a vida precisasse passar por fases, como num jogo.
 

Nasce, cresce, fica grandinho e já começam as cobranças: terminou o Ensino Fundamental, o Ensino Médio, vai fazer Faculdade, qual? Namora? Vai casar? Casou? Quando vem o herdeiro? E o segundo? E não para. Imagina a mulher que não quer casar? Precisa ter coragem e voz para se impor diante de tantas regras que não precisamos seguir. Ser quem se quer ser é uma das tarefas mais difíceis, diante de um mundo que já está pronto quando chegamos. Quebrar regras é desafio, é coragem.
 

As mulheres, não generalizando, não sonham mais com a carruagem e o príncipe que fará o “Felizes para sempre”. Hoje, as novas mulheres enxergam diferente, ficam anos com a pessoa, ou moram juntos por um tempo, ou cada um no seu quadrado, ou nunca. O casamento é um sonho que está desabando, o bom mesmo é sentir saudade, sentir vontade, sentir, simples assim. O dia a dia acaba com qualquer sonho, enterra, afoga, destrói o sentir.
 

Se temos o livre arbítrio porque somos escravos de regras? Me refiro a regras a serem seguidas para a nossa evolução enquanto pessoa. Podemos ser um profissional acadêmico ou técnico, ser autônomo ou contratado, casar ou não, namorar ou não, essas regras. Já as de comportamento em sociedade, como respeito, direitos e educação, essas são nossa obrigação enquanto seres humanos, gente, cidadãos. Devemos seguir para uma boa convivência. Podemos e devemos escolher aquilo que se quer, sem ser egocêntrico ou arrogante, sendo apenas você. Fique atento, escolha seu caminho, mas não se esqueça que o outro tem o mesmo direito. Respeite. 

 

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