Os dois lados da vida

Os dois lados da vida

Não tem jeito, para tudo é necessário conhecer os dois lados, na vida também é assim. Para se conhecer o bem, antes tem que conhecer o mal, para a felicidade, a tristeza, para o amor, o ódio, para o sucesso, a derrota, para a glória, a dificuldade; e assim sucessivamente. Por quê? 

Não temos parâmetro só para ser feliz ou só derrotado, vivemos com os dois lados juntos, ora estamos de um lado ora de outro. De repente estamos naquele momento de felicidade plena, tudo dando certo, não queremos outra vida, mas tudo muda muito fácil, acontece alguma coisa que te desestabiliza, tira aquela alegria suprema e a realidade volta a fazer parte da vida. São os altos e baixos que todos sabem muito bem o que significa. 

Nada passa despercebido, tudo tem uma razão, uma lição, precisamos aprender a entender, e como se diz, tudo passa, tanto a felicidade quanto a tristeza. Se não fosse assim não suportaríamos viver nem um dia. Temos tantas coisas permanentes que nos fazem felizes, a vida, a saúde, a família, filhos. Então, por quê reclamar? Nisso ninguém pensa, ninguém coloca na lista de felicidade permanente. Somos capazes de reclamar todo dia, mas não de agradecer, quando deveria ser totalmente o contrário. 

Ter gratidão te abre muito mais para a vida do que reclamar, olhar ao redor e conseguir enxergar o quão boa é sua vida, o que te falta é nada perto do que tem. Em contrapartida vemos pessoas que dormem nas ruas e estão sorrindo. Será que essas pessoas não são aquelas que já se desprenderam do material, já viram que nada disso faz diferença? Já vi muitos formados que tinham família e foram para as ruas, seja por um malfeito ou até por decepção, mas não perderam o sorriso, a vontade, a lucidez. Enquanto muitos andam pelas ruas olhando para o próprio umbigo sem enxergar os lados. 

Quem somos nessa imensidão de mundo que a qualquer momento nos leva, e deixaremos de fazer falta, deixaremos o bem ou mal que fizemos, só. Sejamos melhores, lúcidos e capazes de agradecer e reconhecer o que somos verdadeiramente. Até que ponto vale a pena brigar para ganhar? Querer tudo para si sem pensar que o mundo é de todos, encher o peito pelo o que não te pertence, não olhar para os lados sem derramar uma lágrima, sem sentir compaixão por aquele que sorri e não tem nada. 

Todos passamos os mesmos sentimentos, nunca ninguém será totalmente um dos extremos, nunca poderá afirmar que não conhece o oposto, na vida ninguém tem o botão parar ou continuar, se desenvolve de acordo com seu momento, com sua vibração, com seu sentimento, e desse momento não escapa, porque somos o que pensamos, o que sentimos e o que fazemos. Esse controle remoto não existe, se tiver que parar vai parar, se tiver que continuar, vai, se não tiver que ser, não vai, e se tiver que ser, seu será! 

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