Para tudo – Não dá mais –

Para tudo – Não dá mais –

Aonde perdi o tempo? Estávamos na pandemia, todos abalados por um vírus misterioso que parou o mundo. Portas trancadas, ruas vazias, angústia e um só sentimento: “Isso vai passar”. Não passou, pelo menos aqui ele continua mais do que nunca, não para, está incessante e muito forte. Continua a enfraquecer a saúde de muitos, ou será que a vibração é que está baixa, dando espaço para ele (o vírus) continuar a se espalhar? É, tem quem não acredite nessas coisas, acha que é coisa de louco. Mas eu digo que louco é quem não acredita, quem vive como se fosse imutável, imune, invencível; mas é infeliz. Os ‘is’ aqui representam a negação, mas a negação não é coisa dos fracos? Então pergunto: cadê os fortes depois da queda? Cadê os invencíveis depois da perda? Cadê os donos do mundo depois da ação que mobiliza o mundo? 
 

Pois é, enquanto estávamos envolvidos com o vírus e entendendo o que vinha acontecendo, vieram os ‘is’ e começaram a viver como se fossem únicos, invisíveis. Mas temos uma razão muito maior hoje – ninguém aguenta mais –, esse mundo de ódio, violência, insensatez, do poder, da soberba. Chega! O mundo não foi criado para isso, o Ser humano não era pra ser isso. Estamos à deriva no oceano, sem leme, sem rumo; largados. 
 

Se essa for a vida que estamos deixando para nossos filhos e netos, quanto tempo ainda terão? No século XXI esperávamos um mundo mais civilizado, com pessoas mais inteligentes e humanas de verdade. Mas o que temos são abutres, que matam sem motivo – talvez pela cor da pele. Que atraso! Ou ainda humilham, debocham, ridicularizam pessoas seja lá pelo o que for, como se houvesse algum soberano entre nós. 

Quem é você? Quem sou eu para julgar uma vida pelas escolhas, natureza ou simplesmente por opção de vida? Por que ignorar uma recomendação mundial por um achismo soberbo? Por que empinar o nariz por um posto passageiro? Quando que disseram que existiam pessoas melhores do que você? Por que são melhores se no fim não existe privilégios para ninguém? 

Chega de maldade, chega de prepotência, chega de discriminação, chega de racismo, chega de lado, chega de lixo! Somos todos iguais. Significamos tanto nesse mundo que na morte um pode ser enterrado com caixão de ouro e outro de lata, mas, na mesma circunstância, os corpos apodrecem. Nem a lata nem o ouro estragam. É a natureza nos mostrando quem vale mais. Chega! 

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