Crítica do livro

Crítica do livro

Sua vida foi rápida e intensa, fez tudo o que queria fazer, viveu tudo o que tinha para viver, parece que sabia que seria curta sua passagem, curta mas brilhante, deixou sua história, suas poesias; embora não se considerasse um poeta e sim um letrista, um sábio da geração dos anos 80, falava o que pensava, se defendia, escandalizava, mas sobretudo, vivia!

Seus pais foram o esteio da sua vida louca, teve uma família que acima de tudo o amava, não desistiram dele nem um minuto. Chegou ao topo do sucesso, respirava vida, liberdade e alegria de viver, lutou até o fim, até onde conseguiu fazer o que mais amava, cantar e compor.

Nos deixou sua obra, sua inteligência musical, seu olhar para a vida. Hoje sua mãe ajuda crianças e adolescentes com soro positivo na Sociedade Viva Cazuza, fundada por ela. A ajuda vem dos direitos autorias dele, doações, leilões, shows e eventos que promovem. Foi uma forma que encontrou para se manter viva, ajudar outras pessoas a lutarem por essa doença tão cruel, que mata aos poucos, até as últimas forças. Cazuza não morreu, ainda vive com sua história.

Um livro para os fãs que fazem Cazuza vivo. Numa história contada pela sua mãe desde o seu nascimento, ela abre o coração e fala sobre as angústias e alegrias dos trinta anos da vida de seu filho. O carinho, a rebeldia, os devaneios, mas, acima de tudo, um livro que revela que só o amor salva, que a família, que a presença dos pais são alicerces jamais perdidos; que mesmo sendo artista, Cazuza sempre voltava pra casa.

Cazuza disse: “Espero que, no futuro, não se esqueçam do poeta que sou. Que as pessoas não se esqueçam de que, mesmo num mundo eletrônico, o amor existe. Existem o amor e a poesia. Que mais crianças venham a nascer e é fundamental o amor dos pais.”

“Nem todas as mães são felizes”

Lucinha Araújo

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