Coluna da Maristela

Coluna da Maristela

O Passado e o presente 

Acredite, teve um tempo em que não existia internet nem celular, nos conectávamos com  

a presença, um breve telefonema, uma carta para quem estava distante e telegrama para  

dar felicitações. Um tempo em que éramos pessoas melhores, tínhamos mais festas e os  

momentos eram mais felizes. Apreciávamos a família, os mais velhos faziam parte das  

nossas vidas, amávamos mais e de verdade, não da boca pra fora; hoje todos amam todos.  

Crianças viviam e se vestiam como crianças, despontavam para a adolescência mais tarde.  

O adulto era responsável com trabalho, hierarquia, em casa, na vida.  

Quanto mais evoluímos mais perdemos os valores, a simplicidade, o carinho, o amor.  

Hoje nos vemos confinados em nossas casas para aprender novamente como ser um Ser,  

como conviver em família, dar valor ao que realmente necessita de valor. Coisas não  

podem ter mais valor do que pessoas, dinheiro não é mais importante do que a vida. Se  

permita regenerar, se refazer, voltar a ser aquela pessoa que ficou esquecida no passado,  

que ouvia, conversava, sorria e amava tudo como era, aceitava as pessoas sem  

julgamento, acreditava na vida, no pai, na mãe e se tornava a melhor versão que podia ser. 

Quantas pessoas você é?

     Quantas pessoas você é? Pensando bem não somos a mesma pessoa em todas as situações, certo? Já ouviu alguém falando do seu filho, seu marido, esposa de uma forma que você desconhece? Principalmente quando dizem algo como “fulano (a) é um amor de pessoa, sempre muito atencioso (a)”. Daí já vem aquela lembrança de que não é assim nem de longe com você, e sabe por quê? Não agimos da mesma forma em lugar nenhum como somos em casa, nos sentimos mais à vontade no nosso meio familiar. Em hipótese alguma podemos ser os mesmos, na sociedade existem regras, a maneira como faria em casa não pode ser a mesma na rua. Por isso devemos ensinar às crianças as boas maneiras sempre, nem todo mundo tem a mesma noção disso, e saem por aí agindo de forma muito natural. E, na verdade, não é natural.  
 Nos vestimos durante todo tempo de várias pessoas, a mãe não é a mesma quando mulher, o pai também; o profissional, o convidado de uma festa, o estudante; ninguém é igual fora de casa. Então se é tão bom ser verdadeiramente quem se quer ser qual o motivo de tantas pessoas não gostarem da sua própria casa? Na verdade, o ser humano gosta de impressionar, se mostrar inteligente, forte, capaz, corajoso – um misto de virtudes que não quer dizer nada, afinal ninguém é tudo isso! Todos temos dramas, medos, frustrações, dúvidas. Tudo tão natural.  
 Por trás daquela pessoa que está tentando mostrar tudo isso tem um Eu pedindo socorro, querendo chamar atenção de alguém que não percebeu. Tem alguém querendo provar um lado que pede compreensão, carinho que não recebeu quando mais precisava.   
 Sejamos diferentes em algumas ocasiões para mantermos o respeito às regras, mas não usarmos armas psicológicas para impor ideias e ideologias, que não nos dão o direito de impedir a essência e o direito dos outros. Respeito e educação ainda são as melhores maneiras para se relacionar. A minha história não é a mesma que a sua,   
  

Como está seu humor nesta quarentena? 

 

Tem quem esteja a ponto de se jogar da janela, outros já se jogaram, e outros ainda estão pensando. Por que isso acontece? Os motivos são muitos, não suporta ficar em casa, não aguenta o marido ou a mulher o tempo todo, os filhos dão muito trabalho, trabalhar em casa não dá, o dinheiro está acabando ou ainda foi mandado embora. Ufa, quanta coisa, mas será que tudo não tem solução? 
 

Primeiro. Relacionamentos sempre são um desafio mesmo, não sei como casamento dá certo, são tantos os defeitos que um encontra no outro que as qualidades dos tempos de namoro simplesmente desaparecem. Imagina conviver todos os dias, vinte e quatro horas por dia! Que tal se reaproximar um pouco mais, conversar; coisa que não fazem, namorar! Há quanto tempo não fazem isso? Desse jeito os dias ficam intermináveis e ruins, é preciso aprender a mudar, até mesmo consertar o que ficou quebrado. 

Com os filhos é a mesma coisa. Falta paciência e perdeu-se o costume de convívio com os próprios filhos, o que hoje é um grande problema. Muitas famílias chegam a passar o dia todo longe dos filhos, fim de semana é fora de casa, e como fica agora? Brinca com seus filhos, canta, dança, lê um livro, assiste TV, não jogue eles na frente do vídeogame pra ficarem quietos, assim a distância continua a mesma, e um dia, sinto em dizer, vai sentir saudades e se arrepender em não ter vivido mais de perto. Aproveite agora e se aproxime, deixe boas lembranças, objetos passam, são esquecidos, sentimentos de amor, não. Estes ficam para sempre. 
 

Agora, se você perdeu seu trabalho tente fazer alguma coisa que goste, algo que deixou para trás, pode ser um talento que nem sabia que tinha. Aproveite estes dias, não gaste sua energia com reclamação, com negatividades, brigas, nada disso precisa agora. Pratique a felicidade, a paz. Tudo passa, e isso também passará, se todos colaborarem e entenderem que é para o bem de todos tudo ficará mais fácil. Os maus sentimentos só atrapalham, por isso ocorrem brigas, aparece o tédio, tudo o que não precisa existir numa família. Cuide da sua. 

 

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